quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Qual o limite da civilidade?

Oi Pessoal!!!
Com esse título meio pauleira começo o meu post de hoje (cheguei em casa e tinha que colocar essas idéias pra fora, só fiz tirar o tênis e já estou escrevendo).

Cheguei no google e coloquei define: civilidade. Obtive uma resposta que gostei muito, da wikipedia, claro!

"Civilidade é o respeito pelas normas de convívio entre os membros duma sociedade"

Nossa! Definição perfeita para o ponto que eu queria chegar... Esses últimos dias tenho voltado de trem de Santo André pra cá. E hoje eu e minha colega Paula tivemos uma discussão... qual o limite da civilidade? Quando o homem deixa de ser um ser civilizado e passa a por pra fora os seus instintos animais?

Certamente entrar no trem da CPTM, linha rubi, no sentido Francisco Morato é um desses momentos para muitas pessoas!!! O engraçado é que eles colocam os nomes das linhasde trem como rubi, diamante, turquesa... de repente é pra fazer o hi-low com o fato de as pessoas no trem n serem nada polidas, hauahaauh.

Minha jornada começa na estação Prefeito Saladino, em Santo André. Lá eu volto em pé, em geral, mas o trem é vazio... cerca de 35 minutos. Hoje, excepcionalmente, vim sentada da estação São Caetano até a Luz (cerca de 6 estações). Nesse trem as pessoas andam rápido, se olham feio, mas ainda são civilizadas. Educadas... não sei... rs.

Na Luz, a coisa começa a mudar. Antes mesmo do trem parar, as pessoas do lado de fora começam a bater na porta. Na primeira vezque vi isso, fiquei horrorizada!! Hoje já me acostumei (será que estou entrando pra Barbárie?). Na hora de sair, Paula me ensinou a técnica para manter a civilidade: vc espera a guerra entre as pessoas que querem entras e as que querem sair acontecer e depois que passa o vuco vuco voce se esgueira pra fora... mas é se esgueira mesmo, pq o povo n se mexe! E vc é meio que cuspida pra fora.

Hoje aconteceu alguma coisa nos trens que a escada rolante quebrou, sei lá... eu sei que tinha um bêbo gritando com o guardinha da CPTM que como diriam aí em SSA se "aputou" (huahuaha) e deixou ele descer a escada quebrada. Mais uma vez a técnica de Paula, deixa o vuco vuco terminar que a gente vai atrás... sempre dá tempo.

Quando terminamos de descer a escada várias pessoas amontoadas esperando a escada voltar a funcionar (a gente pegou o vácuo do bêbo e desceu no sentido contrário -
será que estou entrando pra Barbárie?[2]) falando: "Vota no Serra... aí... pra continuar essa beleza"; "É... vota no serra e no "Auquímín" (a mulher pronunciou assim)"; "É vota na Dilma que a gente continua aqui nesse tumulto por mais três semanas". ahuahau Concordei com o último cara, mas preferi sair antes que começasse a guerra civil entre petistas e psdbistas.

E chega o momento. Entrar no trem, sentido barra funda, na estação da luz. Gente se amontoando. O trem aparece. As pessoas começam a se bulir estranho. O trem pára. O povo começa a segurar na porta se esmagando. Eu e Paula ficamos no fundo, porque a gente só fica 1 estação nesse 3. As pessoas se empurrando... grunindo... hauahua, sério... surgem grunidos... e a gente entrou por último. Braços colados junto ao corpo e apoiados no vidrinho da porta e fomos nós... lutando pra manter nossa civilidade, ainda pedindo com licença, e o povo empurrando. Na hora de sair, assim que abriu a porta dei um pulo pra fora (outro dia quase que n consegui sair -
será que estou entrando pra Barbárie?[3]) enquanto a maré arrastava Paula no sentido contrário! Mas ela tem a manha, e saiu glamurosa! Olhamos pra tras, as pessoas se empurravam colocavam os braços pra cima pra caber no trem segurando a porta.


E a porta se fechou e eu tive a certeza: o limite da civilidade pra muitas pessoas é a estação da Barra Funda! A galera vira bicho! E eu quando saí ainda ouvi uma música gospel que falava "Apocalipse... Apocalipse..." Será??

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